Fibra dietética e desintoxicação do fígado

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A saúde e a função do fígado estão ligadas a uma rede intrincada que compreende o microbioma intestinal, a absorção, o transporte, os produtos finais do metabolismo e os rins. Na verdade, o fígado faz tudo e às vezes precisa de ajuda. Vários tratamentos para desintoxicar o fígado, ou melhor, diminuir as espécies reativas de oxigênio, eliminar os produtos finais do metabolismo e promover a eliminação de toxinas, foram anunciados como parte de um estilo de vida saudável. Portanto, como os protocolos de desintoxicação, incluindo fibras dietéticas funcionam e do que eles são compostos, são explicados abaixo.

Fibra dietética:

A fibra dietética é uma grande parte de qualquer programa de desintoxicação, uma vez que provoca vários benefícios intestinais que promovem efeitos fisiológicos positivos. Alguns desses efeitos positivos foram observados em pacientes que lidam com diabetes, doenças cardiovasculares e doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD). Os efeitos fisiológicos da fibra dietética incluem:

  • Promova o crescimento de micróbios selecionados.
  • Module a produção de citocinas e hormônios pelo hospedeiro.
  • Regulação de metabólitos derivados do microbioma.

No entanto, a saúde intestinal e a regulação do microbioma são contribuintes essenciais para o gerenciamento de nutrientes e a fisiologia e bioquímica da desintoxicação. Além disso, esse conceito é denominado eixo intestino-fígado e eixo intestino-rim.

O que é fibra dietética?

Fibra alimentar (FD) é um termo que abrange uma grande variedade de carboidratos não digeríveis. Além disso, o Instituto de Medicina classificou o DF em duas categorias principais:

1.- Fibra alimentar, carboidratos não digeríveis que se encontram nas plantas como lignina.

2.- Fibra funcional, carboidratos isolados e não digeríveis que proporcionam efeitos benéficos ao homem.

Outras categorias como viscosidade, solubilidade e suscetibilidade à fermentação são propostas na classificação da fibra alimentar. Essas categorias são descritivas da estrutura e função.

Viscosidade é um termo mais adequado do que solubilidade porque é um melhor preditor de resultados fisiológicos. Consequentemente, a capacidade de formação de gel da fibra dietética é difícil de estabelecer, uma vez que depende do pH, da temperatura e da concentração da fibra. Por outro lado, a susceptibilidade à fermentação pela microbiota intestinal se divide em fermentável e não fermentável. Essa característica é definida pela capacidade do DF em produzir AGCC a partir do desaparecimento da fibra nas fezes.

Tipos de fibra comuns:

Mais uma vez, a classificação da fibra alimentar é difícil devido às variações em relação à estrutura, ligações glicosídicas, polimerização e grau de substituição.

Como obter meu DF diário

A fibra dietética vem em todos os tipos de viscosidade e capacidade de fermentação, além de ser ubíqua incluída em vários alimentos e vegetais frescos.

Microbiota intestinal

O intestino tem duas ações vitais envolvidas no transporte e absorção. O primeiro é permitir que os nutrientes entrem no corpo, evitando a entrada de substâncias nocivas. Além disso, a microbiota intestinal contribui de forma excelente para o metabolismo de vários nutrientes. A palavra “microbiota” refere-se a arqueas, bactérias, fungos, parasitas e vírus que vivem simbioticamente em nosso intestino. Apesar de ser composta por muitos organismos, as bactérias são os moduladores da microbiota mais estudados.

Esses estudos concluem que os genes microbianos podem expandir o potencial metabólico do hospedeiro ao fornecer enzimas que podem fermentar o DF. Esse genoma não é definido como o humano e pode estar em constante mudança dependendo da quantidade de FD, padrões alimentares, doenças, estresse, exercícios e exposições ambientais.

A ingestão de fibra dietética pode induzir uma regulação positiva das células glóbulos e induzir a produção de mucinas. A mucina é encontrada no muco junto com íons, proteínas, anticorpos, peptídeos antimicrobianos e bactérias. No entanto, a função primária do muco é lubrificar para facilitar o trânsito dos alimentos digeridos, reduzir o estresse mecânico produzido por esse transporte e prevenir a translocação de substâncias nocivas. Em conclusão, o muco fornece uma camada extra de proteção às células epiteliais do intestino que promove o crescimento de bactérias benéficas.

O SCFA produzido pelo DF através da fermentação bacteriana oferece uma ampla gama de benefícios.
  • Diminui o pH intestinal, alterando a microbiota intestinal, resultando em uma regulação negativa dos genes de virulência microbiana e inibição do crescimento do patógeno.
  • SCFA é metabolizado por linhas de células epiteliais, resultando na redução de oxigênio que estabiliza o fator 1a induzível por hipóxia.
  • O SCFA promove a diferenciação e o crescimento celular, associados a um maior número de tight junctions do jejuno.
  • Redução da permeabilidade intestinal.

Respostas imunológicas e DF

Uma vez que o intestino abriga aproximadamente 70-80% das células imunológicas do corpo, ele também é a principal fonte de inflamação, resultando em condições de NAFLD e DRC. As atividades imunomodulatórias funcionais do DF têm associado frutooligossacarídeos FOS), arabinoxilanos e B-glucanos com um nível elevado de IgA. Consequentemente, a IgA desempenha um papel importante na manutenção da função de barreira intestinal, ligando-se a micróbios e evitando a adesão e translocação de bactérias através da barreira intestinal.

Em estudos recentes, a suplementação de 150 mM de SCFA em camundongos resultou em uma regulação positiva das células T. Além disso, esse aumento de células T está relacionado a níveis reduzidos de citocinas pró-inflamatórias. No entanto, o fator subjacente é a inibição da expressão gênica da histona desacetilase 6 (HDA6) e (HDA9).

Como o DF protege o fígado?

O fígado é o órgão alvo de todos os fatores derivados do intestino induzidos pelo microbioma e pelas mudanças na dieta. Ele também recebe toda a circulação sanguínea do intestino através da veia porta. Foi proposto que os efeitos hepáticos do DF podem influenciar a ecologia do microbioma, melhorando assim a permeabilidade intestinal, a inflamação sistêmica e os sinais de hormônios derivados do intestino. Além disso, uma maior ingestão de fibra foi associada à translocação reduzida de LPS bacteriano. Isso pode, em última análise, influenciar a exposição hepática de produtos pró-inflamatórios derivados do intestino.

Citocromo p450

Além disso, essa redução da exposição a citocinas pró-inflamatórias é vital para diminuir o risco de esteatohepatite não alcoólica. Por outro lado, as enzimas antioxidantes hepáticas como a superóxido dismutase hepática e eritrocitária e a concentração de catalase aumentam na presença de alta ingestão de fibra alimentar. Além disso, o DF está associado a uma regulação positiva na expressão de enzimas desintoxicantes como o citocromo p450 1A2.

Composição do corpo

A fibra alimentar está intimamente ligada ao gerenciamento da composição corporal, perda de peso e controle da glicose. UMA composição do corpo avaliação é uma parte vital de qualquer intervenção nutricional

A ação desintoxicante da fibra alimentar é um fato (e por desintoxicação queremos dizer proteção epitelial, exclusão de patógenos prejudiciais, regulação positiva de enzimas antioxidantes e promoção do citocromo p450). Desintoxicação não é uma palavra mágica, é um termo que compreende múltiplas ações bioquímicas que por sua vez facilitam os processos antioxidantes, desintoxicam ações e promovem a saúde intestinal. Esses mecanismos mencionados promovem uma sensação de bem-estar. A ingestão de fibra alimentar contribuiu enormemente para a promoção da saúde, por meio da desintoxicação do fígado e intestino. Infelizmente, a ingestão média de fibra alimentar na América é de 15 gramas, apenas metade dos 30 gramas / dia recomendados de DF, provenientes de alimentos. Às vezes, a restrição energética ou as preferências dietéticas podem dificultar a aquisição da meta de 30g / dia de DF, neste momento suplementação é recomendado.-Ana Paola R. Arciniega. Mestre em Nutrição Clínica.

Referências:

Parnell, Jill A., et al. “O papel potencial da fibra prebiótica para o tratamento e gestão da doença hepática gordurosa não alcoólica e obesidade associada e resistência à insulina.” Internacional do Fígado 32.5 (2012): 701-711.

Sun, Yvonne e Mary XD O'Riordan. “Regulação da patogênese bacteriana por ácidos graxos de cadeia curta intestinal.” Avanços na microbiologia aplicada. Vol. 85. Academic Press, 2013. 93-118.

Sun, Yvonne e Mary XD O'Riordan. “Regulação da patogênese bacteriana por ácidos graxos de cadeia curta intestinal.” Avanços na microbiologia aplicada. Vol. 85. Academic Press, 2013. 93-118.

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